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Tentativas contra a vida dela (Attempts on her Life) é uma peça do dramaturgo inglês Martin Crimp. A montagem, que estreia em 13 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, tem tradução de Daniele Avila e Felipe Vidal.
No elenco: Gabriela Carneiro da Cunha, Lucas Gouvêa, Luciana Fróes, Carol Condé, Flavia Pucci, Renato Carrera, Sérgio Medeiros, José Karini e Talita Fontes (stand in).
A temporada de Brasília foi 13 de maio a 6 de junho às 19h30 no CCBB-DF.
A peça faz temporada no Rio de Janeiro de 20 de agosto a 19 de setembro no Espaço Cultural Sérgio Porto .
No elenco: Gabriela Carneiro da Cunha / Talita Fontes, Lucas Gouvêa, Luciana Fróes, Carol Condé, Marcela Moura, Renato Carrera, Sérgio Medeiros / Leonardo Corajo, José Karini / Walter Daguerre.
Seu comentário é bem-vindo!
A peça é maravilhosa! Instigante! E Beatles tocando no início merece meu aplauso de pé.
Parabéns pela estréia!
=D
16/05/2010 às 21:16
fui na peça no dia 13 de maio, e até agora tou aqui digerindo a Any, e as tentativas… tentativas contra a vida dela…
fiquei encabulado, pensando em escrever, escrevendo em pensar… a any e o gerativismo, as árvores da sintaxe, a gramática interior, as estruturas profundas. Any…
o que poderial falar da atuação? a atuação, aconteça o que acontecer, acontece… e aconteceu bem naquele dia… certo que há uma passagem que boiou dentro de mim, algo a ver com uma câmera que ama, mas o texto, o texto bate até agora em mim… e o texto foi bem enunciado não há dúvidas, tantas vozes, timbres e tons construindo Any… fuchicando Any, lembrando Any, investigando…
mas voltemos aos nós, ou a nós…
é fragmentação, quebra-cabeça cubista, combinação de vestuário aleatório de quem se veste enquanto acordado ainda dorme. E já dizia alguma coisa que eu andei lendo por ai, nas xerox da faculdade, dizer uma coisa é não dizer outras, e o não dito é sentido tb,
e o dito a outrém em alguma medida é algo que vem de dentro, ou que é simultaneamente uma parte de si que sai, e uma parte que fica fora de quem recebe. sinto que os travessões resolveram montar seus quebras cabeças internos mais difíceis de assinar, e presentearam a Any com as peças sujas de desejo em todos os indecorosos sentidos. certa vez assisti shakespeare encaixotado numa praça principal de pequena cidade, e eram todos, iago, julieta, romeu, hamlet, todos atras do autor para que ele mudasse o final de suas trágicas histórias, eram cabeças, braços, pernas, nas frestas de uma grande caixa, atras do famoso dramaturgo que os selara com eternos finais infelizes, em busca de catarsear os cartesianos da plateia. Imagino Any(s) apontando os quatro dedos que sobram dos dedos em riste dedurando ela, para os travessões.
Falar dos outros é fácil… é mas não é fácil entender que se fala dos outros para falar de si, e assumir…
quantas any cada um ali já foi ou ainda é, ou gostaria de ser?
n delírios
n delitos
n mentiras
n suspiros
dados ou pretensos
intensos e sublimados
desculpem encher o comentário com pensamentos, é que a any aqui quis ter voz travessão
e ai vai um n poema vazão
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À ninguém
- Any é todo mundo
- e ninguém
- Any é o não mim
- o não ser quem
- Any reúne atributos que cada travessão não assume para si
mas quer ver vivo
- é a mãe, a filha, e o espírito santo
- é menina, jovem e senhora
- Any é o lado escuro da lua
- a entre-face da moeda
- é a personificação do sonho
de consumo
- de combate
- Any é…
- Nada
- melhor que coisa nenhuma
- é consciência em embate
- grão de pólen ao vento
nas patas da abelha
- é semente
nas fezes do macaco
- é cupim
em meio a vasto pasto
- capim para rezes
imaginívoras
- Any tem alma
tem sopro
tem são
-any tem rosto
sob sombra
-any é penumbra
-any é capuz
carapaça
- Any é espelho
- d’agua
- refletindo o céu
- sobre o chão
onde se equilibram insones sis
- Any escorre
derrete
- Any chove
veleja amores
- Any vela
nossos id’s no porão
- Any canta
- conta
- quanta
- Any quila
- Any nina
- nana
- não
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assim deixo assaz letras e parabenizo a toda equipe por ter trazido até aqui a oportunidade de pensar sobre a amplitudo dos n mim’s que tenho em meu corpo e meu recheio.
abraços
éveri
20/05/2010 às 18:00